Gosto muito desta imagem da Deusa Maia, guardiã das casas e dos campos, da semente até à sua plena maturação.
Precisamos d'Ela agora, da Sua divina proteção para as sementes do nosso planeta, ameaçadas, tendo-se ao que parece tornado - imagine-se - um recurso privado.
Imagem: Google
A Ilha mágica é como um jardim rodeado de água. No seu centro a árvore e a fonte da vida… Mitos e lendas falam-nos desses jardins frondosos, das suas árvores em flor, dos seus pomares de macieiras. Nas histórias do mundo inteiro, tais paraísos situam-se no Oeste. The Language of Ma, Annine Van der Meer
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
MAIA - A RAINHA DE MAIO
Esta divindade da nossa Roda do Ano acaba de manifestar-se, de chegar até mim. Primeiro ouvi falar dela, já não sei bem como, mas houve uma ressonância qualquer... Simplesmente não sabia onde A encaixar. Até que comecei a invocá-la na Roda Dourada do Jardim das Hespérides. Mas ainda estava na dúvida se haveria de considerá-la ou não até que ontem à noite enquanto escrevia sobre a cerimónia de Beltane (obrigações do meu treino de sacerdotisa da Deusa), ficou evidente que esta boneca em tamanho natural que ainda hoje (ai o folclorismo das juntas de freguesia, que mesmo assim, vá lá, ainda vai conservando alguma coisa...) se faz em muitos lugares de Portugal é uma representação da Deusa. Que Deusa? Maia, óbvio! a nossa 'Rainha de Maio', que existe também na tradição de Avalon. Ela é uma propiciadora de fertilidade e abundância, protetora da casa e das colheitas que nesta fase de crescimento e até à sua completa maturação ainda estão sujeitas a perigos vários, como pragas e tempestades.
Embora não se fizessem na região onde nasci, inúmeras imagens no Google atestam da popularidade deste costume.
Tenho consciência de que para algumas e alguns de nós pode parecer tratar-se duma imagem tosca e um tanto grotesca dificilmente assimilável à ideia que se faz da 'dignidade' duma Deusa... No entanto, dentro da cultura popular, não há dúvida de que se trata duma forma genuína de representar a Deusa, ingénua e deliciosa na sua exuberância e criatividade, absolutamente fascinante, embora devamos ter em conta que muito mal tratada por uma cultura que deixou de reverenciar a Mulher e a Deusa, passando mesmo a ridicularizá-la de todas as formas possíveis. Cabe-nos a nós hoje em dia voltarmos a dar a estas manifestações ainda remanescentes e um tanto fossilizadas do culto da Deusa a sua verdadeira dimensão sagrada.
Embora não se fizessem na região onde nasci, inúmeras imagens no Google atestam da popularidade deste costume.
Tenho consciência de que para algumas e alguns de nós pode parecer tratar-se duma imagem tosca e um tanto grotesca dificilmente assimilável à ideia que se faz da 'dignidade' duma Deusa... No entanto, dentro da cultura popular, não há dúvida de que se trata duma forma genuína de representar a Deusa, ingénua e deliciosa na sua exuberância e criatividade, absolutamente fascinante, embora devamos ter em conta que muito mal tratada por uma cultura que deixou de reverenciar a Mulher e a Deusa, passando mesmo a ridicularizá-la de todas as formas possíveis. Cabe-nos a nós hoje em dia voltarmos a dar a estas manifestações ainda remanescentes e um tanto fossilizadas do culto da Deusa a sua verdadeira dimensão sagrada.
©Luiza Frazão
Imagens: Google
domingo, 28 de abril de 2013
HELENA DOS CAMINHOS
Uma divindade de Beltane

Enquanto estudava sobre Elen of the Trackways, ou Elen of the Ways, lembrei-me de escrever no motor de busca "Senhora dos Caminhos", já que temos tantas Senhoras... E não é que havia mesmo!?... são muitas estão por todo o território...
Esta imagem é de uma capelinha que existe na Batalha, mais ou menos atrás mosteiro. As flores colocadas na grade da porta dizem-nos que este culto continua vivo entre nós...
Trata-se duma divindade complexa e fascinante, muito antiga, também uma Green Woman, cujo equivalente masculino é o Green Man.
Até Camões A conhecia e Lhe dedicou estes versos:
Se Helena apartar
do campo seus olhos,
nascerão abrolhos.
A verdura amena,
gados que paceis,
sabei que a deveis
aos olhos d' Helena.
Os ventos serena,
faz flores d' abrolhos
o ar de seus olhos.
Faz serras floridas,
faz claras as fontes...
Se isto faz nos montes,
que fará nas vidas?
Trá-las suspendidas,
como ervas em molhos,
na luz de seus olhos.
Os corações prende
com graça inumana;
de cada pestana
uma alma lhe pende.
Amor se lhe rende
e, posto em giolhos,
pasma nos seus olhos.
Elen protege as Linhas Ley por onde circula a energia da terra e os Seus caminhos podem conduzir-nos até às estrelas...
Para ler sobre Elen of the Trackways (embora a Sua grande especialista seja Caroline Wise, aqui também referida):
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Formação de Sacerdotisas da Deusa do Jardim das Hespérides - opinião das formandas
Após completarem a primeira Espiral, algumas das formandas disseram: “Profundamente transformador, com ênfase em exercícios práticos...
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