A Ilha mágica é como um jardim rodeado de água. No seu centro a árvore e a fonte da vida… Mitos e lendas falam-nos desses jardins frondosos, das suas árvores em flor, dos seus pomares de macieiras. Nas histórias do mundo inteiro, tais paraísos situam-se no Oeste. The Language of Ma, Annine Van der Meer
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sábado, 1 de outubro de 2016
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Hespéria
“Por fim, abre-se aos olhos sequiosos de luz do peregrino a
mística máxima de todas as finisterrae do Ocidente, completando a noção
iniciática de morte e ressurreição, no lugar onde o Sol se põe e se encontra
com o Mar incógnito, símbolo da Vida Eterna ou Vida além-Morte, onde termina o
Mundo conhecido do Espaço Com Limites e começa o Mundo desconhecido do Espaço
Sem Limites indefinido reflectido na imensidão de Além-Mar, o Oceano Sem Praias
beijado pelas brumas do Mistério.
Os finisterrae sempre foram referidos pelos autores
clássicos como lugares de abastança dos corpos, felicidade das almas e de
presença divina. Hesíodo localiza a Ocidente o Jardim das Hespérides, as ninfas
do entardecer e filhas de Atlas que tinham a função de proteger esse jardim
onde estava a árvore das maçãs de ouro; Homero refere a felicidade dos
habitantes da Hespéria, definindo-a como o local reminiscente do Paraíso de
Saturno, símbolo da Idade de Ouro. Plutarco afirma na biografia de Sertório a
vontade deste general romano em terminar os dias na Hispânia sob a graça de
Vénus, a guardião da Ilha dos Amores onde não há guerras nem tiranias, etc.”
Victor Manuel Adrião
O texto completo em:
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
A INSPIRAÇÃO DE AVALON
"UMA VISÃO PARA TI
A DEUSA está viva em Glastonbury, visível para tod@s nós nas formas da
Sua paisagem sagrada. Ela é suave como o arredondado dos montes do Seu corpo e
doce como as flores das macieiras que crescem nos Seus pomares. Aqui sentimo-nos
cada dia envolvidas pelo Seu amor e a Sua voz trazida pelo vento pode ouvir-se
em permanência, o Seu sussurro atravessando as brumas de Avalon. Os Seus
mistérios são tão profundos como o Caldeirão que Ela mexe em permanência, conduzindo-nos até às
Suas profundezas para depois nos elevar às Suas alturas. Ela é a nossa fonte, a
nossa inspiração e o nosso Amor.
A nossa visão consiste em criarmos e mantermos um Templo da Deusa
contemporâneo, aberto em permanência, dedicado à Deusa em Glastonbury e à sua
contraparte fora desta dimensão, a Ilha de Avalon. O Templo da Deusa é um
espaço sagrado aberto a tod@s, especialmente dedicado à descoberta e celebração
do Feminino Divino. É um espaço sagrado onde podemos cultuar e honrar a Deusa
de formas que podem ser antigas ou atuais e onde todo o tipo de amor por Ela é
bem-vindo.
No Templo da Deusa de
Glastonbury celebramos as Deusas que estão particularmente ligadas a
Glastonbury e à Ilha de Avalon. Avalon é uma terra mágica onde a Deusa está presente
desde tempos imemoriais. Trata-se dum lugar de mistério e imaginação, um lugar
onde podemos deixar ir o que é velho e acolher o novo em nós, novas formas de
sermos e de vivermos. A divindade primordial relacionada com Glastonbury é a
Senhora de Avalon (que é Morgan la Fey), as Nove Morgens, Brigit ou Bridie da chama
sagrada, Modron, Grande Mãe da linhagem de Avallach, Nossa Senhora Maria de
Glastonbury (Our Lady Mary), a Anciã de Avalon, a Deusa do Tor, Senhora dos
Montes Ocos (Hollow Hills), Senhora do Lago e Senhora das Fontes e Poços
Sagrados.”
(Minha tradução livre)
Com estas palavras apresenta o Templo da Deusa de
Glastonbury a sua visão e propósito no seu sítio da Net. São palavras que
podemos aplicar aos propósitos do nosso Templo da Deusa do Jardim das
Hespérides e de qualquer templo da Deusa que é urgente criarmos neste mundo de
onde a Deusa primordial foi banida pela Sua incompatibilidade com propósitos patriarcais, entretanto em vias de nos destruírem enquanto civilização
e planeta.
A nossa Avalon é o Jardim das Hespérides, espaço por excelência
da Deusa Anciã, da Sábia Calaica-Beira, e de Ana, a Grande Mãe Ancestral, respiração
espiritual desta terra. E das nossas Nove Irmãs, as Nove Hespérides que regem
este espaço de uma outra dimensão como as Nove Morgens regem a Ilha de Avalon. Vão
por certo dizer-me que as Hespérides não são nove, mas na verdade se o seu número
varia de fonte para fonte, por que não considerar que também elas compõem
aqui aquele grupo primordial que o
investigador Stuart MacHardy descobriu que existe espalhado pelos quatro cantos
do mundo, as Nove Donzelas de que nos fala na obra “The Quest for the Nine
Maidens”?
(Em outro post falarei sobre quem são estas entidades).
Se a Deusa está presente em Avalon desde tempos imemoriais,
também aqui Ela se conservou no coração das mulheres, que deram à Virgem Maria
e às inúmeras santas - a forma que Grande
Deusa teve de tomar para sobreviver ao Cristianismo - todos os atributos e
qualidades das antigas Deusas, nem nos faltando os da Deusa da Sexualidade
Sagrada, chamada aqui nada mais nada menos que Nossa Senhora dos Prazeres… Todo
o nosso território está imbuído da Sua vibração, uns lugares é certo mais do
que outros. Por todo o lado há capelinhas e capelas e igrejas - regra geral
edificadas sobre locais outrora considerados sagrados pelo Paganismo - celebrando
a Sua glória, a glória do Feminino Divino, e o Seu poder.
Pode parecer com isto que nos estamos a colar demasiado a
uma tradição estrangeira, a uma tradição importada, mas a verdade é que, quando
estudamos essa tradição, vemos que ela tem muitas semelhanças com a nossa, dando
razão às e aos investigador@s que defendem a Teoria da Continuidade
Paleolítica, segundo a qual nós somos tão celtas como el@s, tendo partilhado em tempos a mesma cultura, a do chamado Arco Atlântico, que compreende Portugal, Galiza, Bretanha francesa, Irlanda e Grã-Bretanha, e até que
é possível que daqui ela tenha irradiado para o resto da Europa. Pelo menos… E
não são apenas investigador@s nacionais a defender estas ideias...
©Luiza Frazão
Imagens Google
Imagens Google
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Um Templo da Deusa no Jardim das Hespérides
A terra que habitamos, à semelhança da Ilha Encantada de
Avalon, possui uma dimensão mítica. Trata-se do Jardim das Hespérides, esse
reino de mulheres poderosas do qual encontramos eco, por exemplo, na obra de
Dalila Pereira da Costa, Da Serpente à Imaculada.
As Hespérides são as Irmãs do Poente que vivem nas margens do grande Rio Oceano, herdeiras da antiga sabedoria da Atlântida. À semelhança das Irmãs de Avalon, as nove Morgens, também elas vivem numa terra de Maçãs, as Maçãs de Ouro da Imortalidade. Senhoras de um dos últimos redutos matriarcais, ao qual pôs termo Hércules, o herói patriarcal, destruidor da antiga ordem pacífica, igualitária e sustentável, centrada nos valores da Mãe…
As Hespérides são as Irmãs do Poente que vivem nas margens do grande Rio Oceano, herdeiras da antiga sabedoria da Atlântida. À semelhança das Irmãs de Avalon, as nove Morgens, também elas vivem numa terra de Maçãs, as Maçãs de Ouro da Imortalidade. Senhoras de um dos últimos redutos matriarcais, ao qual pôs termo Hércules, o herói patriarcal, destruidor da antiga ordem pacífica, igualitária e sustentável, centrada nos valores da Mãe…
O Templo das Hespérides, as Irmãs do Poente, inspirado no Templo
da Deusa de Glastonbury, é um projeto em incubação, lentamente ancorando na nossa
realidade. Enquanto não se manifesta completamente no plano físico, ele é
virtual, manifestando-se em alguns espaços onde decorrerão cerimónias e outros
trabalhos, que marcarão o ritmo da Roda do Ano das Hespérides e serão portais
para e o ancoramento da energia da Deusa.
É ambição deste
templo ir mais longe, congregando mulheres e homens que se sintam em sintonia
com a Sacerdotisa ou o Sacerdote da Deusa em si, criando uma teia de suporte da vida, de
condições para a criação duma verdadeira irmandade do coração com eficácia na
vida prática.
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Formação de Sacerdotisas da Deusa do Jardim das Hespérides - opinião das formandas
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