Mostrar mensagens com a etiqueta Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Oliveira. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

AS NOSSAS ÁRVORES SAGRADAS DA DEUSA

Árvores são seres magnificentes, autênticas unidades de apoio à vida, se as quisermos ver apenas dum ponto de vista utilitário, e sacralizar cada elemento da Natureza, toda a Natureza, é a forma mais eficaz de a protegermos.


Sempre senti um profundo respeito e amor por elas, por árvores como o Carvalho que se despiam no outono e reverdeciam na primavera com as suas folhinhas tenras cheias de promessas de dias de sol e de calor, no meio das quais, nas braçadas mais à mão, colhíamos pequeninas bagas verdes ou avermelhadas, meias translúcidas, que desfazíamos com os dentes, sentindo na boca uma frescura deliciosa com um travo meio ácido. Naquele tempo, amávamos a natureza com todos os nossos sentidos, incluindo o gosto… trincávamos, sorvíamos, comíamos imensas coisas, entre flores, caules, bolbos e claro os frutos. Cada coisa na sua época própria, não havia outra hipótese, e tudo produzido no lugar onde vivíamos, de preferência no quintal ou nas imediações da nossa casa.

Amava a Oliveira, um ser tão familiar e generoso, de quem se cuidava com grande reverência porque nos dava tanta coisa, e tudo do mais precioso, como as azeitonas e o azeite e a lenha para a lareira. E sabe a Deusa para quantos fins o azeite servia. Mas não se ficava por aqui, a Oliveira. Ela era uma árvore de cura. E é, claro. Pelo tronco naturalmente fendido de uma Oliveira passava-se uma criança doente (não sei muito bem qual era o problema, mas era um mal específico), num ritual em que participava uma rapariga de nome Maria e um rapaz que se chamasse João… E sei agora que as suas folhas também têm grandes propriedades terapêuticas.

Também alguém me contou que na sua aldeia da Região Centro até há relativamente poucas décadas era uso pela Candelária fazer fritos, em azeite claro, oferecendo-se depois um a cada pé de Oliveira que se possuísse. São reminiscências do culto das árvores, da Oliveira no caso, e tornam-na sem dúvida alguma a nossa árvore sagrada do Imbolc. Até porque uma das Nossas Senhoras associadas a esta festividade é a da Oliveira.

Tem sido um fascínio perceber, sentir, intuir quais são as nossas outras árvores sagradas de cada uma das festividades da Roda da Deusa das Hespérides...

 © Luiza Frazão
Imagens: fotos que fiz durante uma visita aos Olhos de Águra do Alviela, num olival tão antigo e poderoso...

Formação de Sacerdotisas da Deusa do Jardim das Hespérides - opinião das formandas

Após completarem a primeira Espiral, algumas das formandas disseram: “Profundamente transformador, com ênfase em exercícios práticos...