A Ilha mágica é como um jardim rodeado de água. No seu centro a árvore e a fonte da vida… Mitos e lendas falam-nos desses jardins frondosos, das suas árvores em flor, dos seus pomares de macieiras. Nas histórias do mundo inteiro, tais paraísos situam-se no Oeste. The Language of Ma, Annine Van der Meer
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
Glorioso e abençoado Solstício de Inverno!
Que Cale do Ar nos traga os dons da quietude, do silêncio e da interiorização neste tempo de pousio em que a terra sonha com a nova vida e a Grande Tecedeira entrelaça mais uma vez os fios da Teia da Vida. Que o Seu vento forte limpe a nossa mente de pensamentos obsessivos que não nos servem mais e nos traga clareza para que novas ideias, novos sonhos e projetos, novas formas de estar na vida possam surgir e motivar-nos no nosso caminho. Que as Suas aves nos inspirem a voar mais alto, a sonhar cada dia com mais e mais liberdade, visão e expansão...
E que a magia deste tempo nos ajude a conectar com a sabedoria antiga, local e planetária, e a receber os seus dons que mais profundamente nos ligam à Vida em todas as suas dimensões, física e não física, terrena e cósmica.
Acredito que, neste tempo do Espírito, essa sabedoria, se a ela nos abrirmos, sempre fica mais acessível... encontramos sempre algum Ancião ou Anciã sábia e inspiradora que nos conecta mais profundamente com a Alma do Mundo... como este ano as Babushkas de Buranova… Abençoadas!
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
terça-feira, 11 de outubro de 2016
SEPULTAMENTO CERIMONIAL NO VALE DO LAPEDO
Com 24 500 anos e vestígios do culto da Deusa
"Rituais funerários com a natureza de
rituais geradores de vida, intimamente ligados (...) aoculto da Deusa."
“A criança do Lapedo foi descoberta em 28 de Novembro de
1998, dia em que se realizou uma expedição ao Abrigo do Lagar Velho, para
estudar algumas pinturas rupestres descobertas anteriormente. A reconstituição da época demonstra que o lugar do
enterramento correspondia a um cone de acumulação de sedimentos, rodeado pela ribeira
do Sirol e uma possível exsurgência na parede calcária. Para enterrar a
criança, tinha sido escavada uma pequena fossa e queimado um ramo de
pinheiro. A criança foi embrulhada numa mortalha tingida com ocre vermelho (daí a tonalidade vermelha do solo na
sepultura) e estendida na fossa, de costas e ligeiramente inclinada para a
parede do abrigo. Junto ao pescoço foi ainda recolhida uma concha tingida a ocre, que
deveria fazer parte de um colar, e quatro dentes de veado na cabeça, que poderiam
fazer parte de uma espécie de touca. A criança foi ainda enterrada com oferendas de
carne de veado.” Ao lado da criança foi colocado ainda um filhote de
coelho, como último presente.
Este lugar, o Vale do Lapedo, terá sido habitado por mais de 10 000 anos e representa uma extraordinária riqueza do ponto de vista arqueológico.
Cito
a propósito deste sepultamento, da forma cerimonial como foi feito, com todos os
elementos que envolveu, Riane Eisler, em O
Cálice e a Espada:
“Associadas às pinturas parietais, aos santuários em cavernas
e às necrópoles, as estatuetas femininas dos povos do Paleolítico são
importantes registos psíquicos. Elas atestam o deslumbramento que
sentiam os nossos antepassados perante tanto o mistério da vida como o mistério
da morte. Elas indicam que, desde os alvores da história humana, a vontade
humana encontrou expressão e se autoafirmou por via de uma grande variedade de
rituais e mitos que parecem ter-se encontrado associados à crença, ainda
largamente disseminada, de que os mortos podem regressar à vida através de um
renascimento.
“Em grandes cavernas-santuário
como Les Trois Frères, Niaux, Font de Gaume ou Lascaux”, escreve o historiador
das religiões E. O. James, “as cerimónias devem ter envolvido um esforço
organizado por parte da comunidade (…) no sentido de dominar as forças e os
processos naturais através de meios sobrenaturais votados ao bem comum. A tradição sagrada, quer se relacione com a provisão
alimentar, o mistério do nascimento e da reprodução, ou da morte, aparentemente
surgiu e funcionou como resposta à vontade de viver aqui e no além”.2
Esta tradição sagrada encontrou expressão na notável arte
do Paleolítico. E uma componente integral desta tradição sagrada era a
associação com a mulher dos poderes que regem a vida e a morte.
Esta associação do feminino com o poder de dar vida
podemos observá-la nas necrópoles paleolíticas.
Por exemplo, no abrigo
rochoso conhecido por Cro-Magnon, em Les Eyzies, em França (onde foram
descobertos os primeiros vestígios dos nossos antepassados do Paleolítico
Superior), sobre
os cadáveres e em seu redor encontravam-se conchas de caurim, um molusco
gastrópode. Essas conchas, talhadas na forma que James descreveu discretamente
como “o umbral através do qual a criança entra no mundo”, parecem ter-se
relacionado com algum tipo de remota adoração de uma divindade feminina. Segundo
James, o caurim era um agente catalisador da vida. O mesmo sucedia com o ocre
vermelho, que em tradições posteriores era ainda o sucedâneo do sangue provedor
de vida, o sangue menstrual da mulher.3
A principal ênfase parece ter
sido na associação da mulher com a geração e o sustento da vida. ao mesmo
tempo, porém, a morte – ou, mais especificamente, a ressurreição – parece ter
constituído igualmente um tema religioso central.
Tanto a colocação ritualizada de conchas de caurim em forma de vagina sobre e em redor do cadáver, como a prática de revestir essas conchas de e/ou o cadáver com pigmento ocre vermelho (simbolizando o poder vitalizador do sangue), parecem ter feito parte de ritos funerários cuja intenção era propiciar o renascer dos defuntos. Ainda mais especificamente, como nota James, eles “apontam para rituais funerários com a natureza de rituais geradores de vida, intimamente ligados às estatuetas femininas e a outros símbolos do culto da Deusa.”4
Tanto a colocação ritualizada de conchas de caurim em forma de vagina sobre e em redor do cadáver, como a prática de revestir essas conchas de e/ou o cadáver com pigmento ocre vermelho (simbolizando o poder vitalizador do sangue), parecem ter feito parte de ritos funerários cuja intenção era propiciar o renascer dos defuntos. Ainda mais especificamente, como nota James, eles “apontam para rituais funerários com a natureza de rituais geradores de vida, intimamente ligados às estatuetas femininas e a outros símbolos do culto da Deusa.”4
Notas:
2 – Edwin Oliver
James, Cult of the Mother Goddess
3 - Edwin Oliver
James, Prehistoric Religion
4 - Edwin Oliver
James, Cult of the Mother Goddess
Referir ainda que o mais antigo ritual conhecido até
agora de sepultamento de seres humanos modernos é foi encontrado em Israel, em Qafzeh e data de há cerca de 100 000 anos. São dois cadáveres que se supõe
serem de uma mãe e uma criança. Já aí os ossos foram manchados com ocre vermelho.
Informação sobre esta descoberta
arqueológica aqui.
Imagens: Google
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