quarta-feira, 19 de junho de 2013

Hespéria


“Por fim, abre-se aos olhos sequiosos de luz do peregrino a mística máxima de todas as finisterrae do Ocidente, completando a noção iniciática de morte e ressurreição, no lugar onde o Sol se põe e se encontra com o Mar incógnito, símbolo da Vida Eterna ou Vida além-Morte, onde termina o Mundo conhecido do Espaço Com Limites e começa o Mundo desconhecido do Espaço Sem Limites indefinido reflectido na imensidão de Além-Mar, o Oceano Sem Praias beijado pelas brumas do Mistério.
Os finisterrae sempre foram referidos pelos autores clássicos como lugares de abastança dos corpos, felicidade das almas e de presença divina. Hesíodo localiza a Ocidente o Jardim das Hespérides, as ninfas do entardecer e filhas de Atlas que tinham a função de proteger esse jardim onde estava a árvore das maçãs de ouro; Homero refere a felicidade dos habitantes da Hespéria, definindo-a como o local reminiscente do Paraíso de Saturno, símbolo da Idade de Ouro. Plutarco afirma na biografia de Sertório a vontade deste general romano em terminar os dias na Hispânia sob a graça de Vénus, a guardião da Ilha dos Amores onde não há guerras nem tiranias, etc.”
Victor Manuel Adrião


 O texto completo em:

Formação de Sacerdotisas da Deusa do Jardim das Hespérides - opinião das formandas

Após completarem a primeira Espiral, algumas das formandas disseram: “Profundamente transformador, com ênfase em exercícios práticos...