Qual seria a palavra correcta para designar esta celebração em língua portuguesa?





A Ilha mágica é como um jardim rodeado de água. No seu centro a árvore e a fonte da vida… Mitos e lendas falam-nos desses jardins frondosos, das suas árvores em flor, dos seus pomares de macieiras. Nas histórias do mundo inteiro, tais paraísos situam-se no Oeste. The Language of Ma, Annine Van der Meer
Qual seria a palavra correcta para designar esta celebração em língua portuguesa?





Meu despertar para a Mãe Divina foi na minha primeira viagem a Avalon – Glastonbury em 2018.

Dia 22 de Setembro finalizei parte da viagem como aluna do Jardim das Hespérides,
Trono de pedra encontrado há tempos num lugar que visitei várias vezes antes de ter olhado com outros olhos e visto o cadeirão de pedra de Calaica. Na verdade, só me foi possível ver aquela formação rochosa com outros olhos depois de ter encontrado um artigo sobre a sacralidade dessas formações rochosas da Irlanda celta.



Em Imbolc, escolhi para o Altar da Deusa o branco como cor predominante, significando a pureza e a inocência, a frescura da Deusa Donzela, e, enfim, a “folha em branco” onde se começam a inscrever os nossos próximos projetos e sonhos a concretizar.

In A Deusa do Jardim das Hespérides: Desvelando a Dimensão Encoberta do Sagrado Feminino em Portugal, Zéfiro Editores
Mónica, de A Prateleira, dá aqui o seu testemunho sobre como foi ter participado neste trabalho que dinamizei em Novembro de 2020, na Ericeira, no espaço da Sacerdotisa Isabel Angélica:
"Quando eu li “vestindo a pele da alma – experienciando o poder transformador do vestuário – com realização de capa cerimonial”, sabia que tinha de fazer este workshop da Luiza Frazão.
Vibrei do princípio ao fim ❤
senti-me em casa.
Podem pensar, mas tu não sabias fazer uma capa? Claro, fazer
uma capa sim, mas fazer uma capa num círculo feminino conduzido por uma
sacerdotisa e à volta de um altar veio mostrar-me uma outra dimensão de ser a
fazer, mesmo no momento em que eu estava pronta para a ver.
Abriu o meu olhar para o papel da roupa nas nossas vidas,
como as roupas carregam energia, significado, simbologia. Como têm uma história
há muito esquecida e como podemos aprofundar e recuperar esse conhecimento
ancestral. Despertou a minha vontade para estudar e recuperar as tradições
manuais da deusa, de fazer as peças que nos podem ajudar a conectar com ela, a
fazer essa ponte entre mundos.
O meu atelier é agora um templo sagrado. Aho!"
Mónica
A Prateleira: https://www.facebook.com/aprateleira.pt/
Ver publicação original com vídeo: https://fb.watch/2UaMs_OvsS/
Fiquei surpreendida com o primeiro Yule, a celebração do
Solstício do Inverno, vivido na energia da Roda do Ano de Avalon.
Contrariamente ao que acontece na espiritualidade pagã em geral, aqui a ênfase
não é dada exatamente ao nascimento do Sol, ao facto de a partir deste momento
de menor duração da luz do Sol, ele começar a ficar cada vez mais tempo no céu,
aumentando o tamanho do dia em relação ao da noite. Aqui, pelo contrário, e
isso fez logo todo o sentido para mim, este é o momento de entrarmos mais fundo
no inverno e no silêncio, na quietude que as desafiadoras condições
atmosféricas exteriores impõem à nossa vida, e à vida em geral, levando-nos a
hibernar, a procurarmos recursos no interior.
No exterior, na natureza, o despojamento continua com a desintegração
de tudo aquilo que envelheceu e já não serve mais. A morte física sobrevém. A
ação do vento, da neve e do gelo, da água que cai em abundância destrói o que
ainda resta da estação anterior e os abutres precipitam-se agora sobre os
cadáveres dos animais que pereceram, limpando-os de toda a carne, deixando
apenas os ossos, símbolos daquilo que é essencial e imperecível, daquilo que
resiste ao tempo.
Do livro A Deusa do Jardim das Hespérides: Desvelando a Dimensão Encoberta do Sagrado Feminino em Portugal, Luiza Frazão
A quarta edição da Conferência da Deusa Portugal realizou-se entre 8 e 10 de Maio, desta vez dedicada à Mãe das Águas. Por essa razão esco...